(texto em desenvolvimento)
A fotografia actual parece esquecer o foco selectivo, excepto talvez na produção de retratos.
Tal deve-se principalmente a dois fenómenos que ocorreram paralelamente:
O primeiro tem a ver com a ideia de que o grande angular é o novo preto e branco.
O segundo tem a ver com o facto de o tamanho dos novos sensores digitais ser menor que tamanho tradicional do filme 135.
Ambos os fenómenos alteraram o percepção do que as pessoas consideram fotografia sendo que a utilização do foco selectivo tem sido esquecida para assuntos que não o retrato. É como se a fotografia do século XXI tivesse uma perspectiva infinitamente distorcida e com imensa profundidade de campo.
A utilização do foco selectivo no entanto é algo que me tem feito reflectir ultimamente, principalmente sobre a sua aplicabilidade como técnica artística. A técnica pode ser muito bem utilizada para além do retrato, permitindo dar atenção a detalhes da fotografia que as actuais máquinas parecem procurar fazer esquecer (talvez porque para o consumidor de P&S o foco selectivo possa ser confundido como desfocado).
Hoje estava na baixa a fotografar e acabei um rolo. Estava convencido que estava a bater Kodak Ektachrome 200 e tudo corria bem… até ao momento em que rebobinei o filme e … o que tinha lá dentro era um filme Kodak Ultra 400 qualquer…
Já não fazia uma destas há algum tempo. Segunda feira vai para revelar a ver o que sai dali…